5ª feira, 22h, no passeio da antiga pastelaria Colmeia, corpos deitados no chão, cobertos por capulanas, mukhumes e/ou papelão dormem indiferentes ao burburinho dos carros e transeuntes que por ali passam. Serão os famosos molwenes? Rapidamente encontro a resposta: não, não são não.
São cidadãos moçambicanos que habitam em bairros da periferia e que tudo fazem para estarem no centro da cidade nas primeiras horas do exercício comercial. Quererão eles fazer compras semanalmente? Imperativamente à 6ª feira? A resposta também é redondamente negativa. Trata-se dos peregrinos da 6ª feira, os mendigos.
A Comunidade comercial muçulmana moçambicana tem oferecido todas 6ª-feiras, num acto de fé, esmola ou pão aos pobres. Este é acto é de louvar tendo em conta que muitos moçambicanos há que não conseguem ter na sua mesa um pedaço de pão. No entanto, esse gesto também é de reprovar pela forma como é feito pois fica a parecer que o objectivo único da comunidade é dar e não dar a quem realmente precisa.
Acredito que muitos me cairão em cima pela forma como exponho o assunto, mas é como o vejo: jovens com capacidade para andar rapidamente e com forças nos braços para trabalhar é que recebem o pão das 6ª. Infelizmente, muitos aproveitam-se dessa caridade e “passam a perna” aos que realmente merecem e precisam: idosos desamparados, portadores de deficiência, doentes crónicos, etc.
Preocupa-me sobremaneira a forma como os mendigos, sobretudos os idosos e doentes crónicos são tratadoss, corrijo, NÃO são tratados. Estamos em momento pós-eleições e não vislumbrei, em nenhum partido/candidato, preocupação para com esta camada social: será porque estes não tem cartão de eleitor? Será porque estes parecem não estar conscientes dos seus direitos, deveres e obrigações?
Que experimentem dar um prato de comida por cada refeição do dia, um local seguro e de descanso, espaço de lazer e de actividades criativas e assistência medicamentosa, terão nos peregrinos de 6a feira (mendigos, idosos e doentes crónicos abandonados) eleitores fiéis nos próximos pleitos eleitorais!
São cidadãos moçambicanos que habitam em bairros da periferia e que tudo fazem para estarem no centro da cidade nas primeiras horas do exercício comercial. Quererão eles fazer compras semanalmente? Imperativamente à 6ª feira? A resposta também é redondamente negativa. Trata-se dos peregrinos da 6ª feira, os mendigos.
A Comunidade comercial muçulmana moçambicana tem oferecido todas 6ª-feiras, num acto de fé, esmola ou pão aos pobres. Este é acto é de louvar tendo em conta que muitos moçambicanos há que não conseguem ter na sua mesa um pedaço de pão. No entanto, esse gesto também é de reprovar pela forma como é feito pois fica a parecer que o objectivo único da comunidade é dar e não dar a quem realmente precisa.
Acredito que muitos me cairão em cima pela forma como exponho o assunto, mas é como o vejo: jovens com capacidade para andar rapidamente e com forças nos braços para trabalhar é que recebem o pão das 6ª. Infelizmente, muitos aproveitam-se dessa caridade e “passam a perna” aos que realmente merecem e precisam: idosos desamparados, portadores de deficiência, doentes crónicos, etc.
Preocupa-me sobremaneira a forma como os mendigos, sobretudos os idosos e doentes crónicos são tratadoss, corrijo, NÃO são tratados. Estamos em momento pós-eleições e não vislumbrei, em nenhum partido/candidato, preocupação para com esta camada social: será porque estes não tem cartão de eleitor? Será porque estes parecem não estar conscientes dos seus direitos, deveres e obrigações?
Que experimentem dar um prato de comida por cada refeição do dia, um local seguro e de descanso, espaço de lazer e de actividades criativas e assistência medicamentosa, terão nos peregrinos de 6a feira (mendigos, idosos e doentes crónicos abandonados) eleitores fiéis nos próximos pleitos eleitorais!