Desde que no sector público o horário de trabalho é das 7h30 às 15h30 curiosos fenómenos ocorrem na nossa sociedade. A hora de ponta, é difícil de determinar pois as vias são inundadas por um mar de gente e pelo fluxo de carros por longos períodos de tempo. Isto se nos lembrarmos que há quem termine a jornada laboral entre as 17 e 18horas, e que o comércio que vai até as 19, e, em alguns lugares até mais tarde.
Tenho o privilégio de poder estar fatalmente na zona nobre e maldita da Polana Cimento, mais conhecida por Museu, por inerência da proximidade com o Museu de História Natural. Sim, na zona da terminal de chapas, das barracas, da (escola) Josina Machel, da (escola) Comercial, das Torres Vermelhas e da emblemática Ponta Vermelha.
Mas não é sobre alguns dos chef d’oeuvre da zona que me quero referir, mas sim ao terrível e penoso trabalho que é “apanhar” um chapa para casa nas horas de ponta ou nesse suposto periodo após um dia cansativo de labuta.
Não sei de quem foi a ideia, mas a iniciativa é de louvar, as terminais de chapa por zona, foram afastadas das fronteiras escolares, por sinal, vizinhas (Josina Machel e Comercial), se bem que a Comercial ressente-se a duplicar desse facto (todos chapas aglomeraram-se nas suas barbas, autocarros dos TPM incluídos).
Feliz ou infelizmente, alguns dos chapas, sobretudo os da rota da Matola, apostaram em instalar-se na avenida 24 de Julho, quase em frente a um restaurante emblemático e de digna referência. Também não é sobre isso que pretendo falar e sim sobre o longo período de espera que se perde na paragem, por sinal a primeira, por ser terminal.
Calma, também não é sobre isso que quero falar, isso é normal, como se diz vulgarmente. Pretendo é chamar atenção para as anormalidades (?) que ocorrem nas paragens. Não é nada sobre carteiristas, “bolsistas”, “celulistas” e outras queixinhas que costuma ver ou ouvir falar, ou que até sentiu na pele: é sobre as estudantes das escolas acima referidas que pretendo questionar.
Os chapas da rota da Matola, famosos Teniesse, de 15 lugares, dão o seu show na hora de ponta. Enquanto que uns batalham por um lugar na parte de trás do chapa, outros há que com agilidade disputam os 2 lugares da frente. Qual não é o espanto dos ágeis “pugilistas chapais” da parte frontal?
Os lugares da frente estão reservados a VIP’s que são nada mais nem nada menos do que as estudantes das escolas das redondezas! Sei que alguns operadores privados envolveram-se em chorudos negócios que consistem no transporte de crianças de e para as escolas. Iniciativa louvável, se fecharmos os olhos para o preço proibitivo e bofetadas para o Governo, que não condiciona o transporte escolar.
Mas, voltando à vaca fria: qual será o preço do privilégio de que gozam algumas das raparigas estudantes nos chapas? O mesmo que um Zé Ninguém desembolsa (7,5 Mt) pela mesma corrida? Se assim é, porque têm elas direito de não suar na luta pelos chapas? Porque os lugares são reservados para jovens com capacidades para viajarem desconfortavelmente em detrimento de mulheres grávidas, deficientes e idosos? E, porque só com as raparigas?
Tenho o privilégio de poder estar fatalmente na zona nobre e maldita da Polana Cimento, mais conhecida por Museu, por inerência da proximidade com o Museu de História Natural. Sim, na zona da terminal de chapas, das barracas, da (escola) Josina Machel, da (escola) Comercial, das Torres Vermelhas e da emblemática Ponta Vermelha.
Mas não é sobre alguns dos chef d’oeuvre da zona que me quero referir, mas sim ao terrível e penoso trabalho que é “apanhar” um chapa para casa nas horas de ponta ou nesse suposto periodo após um dia cansativo de labuta.
Não sei de quem foi a ideia, mas a iniciativa é de louvar, as terminais de chapa por zona, foram afastadas das fronteiras escolares, por sinal, vizinhas (Josina Machel e Comercial), se bem que a Comercial ressente-se a duplicar desse facto (todos chapas aglomeraram-se nas suas barbas, autocarros dos TPM incluídos).
Feliz ou infelizmente, alguns dos chapas, sobretudo os da rota da Matola, apostaram em instalar-se na avenida 24 de Julho, quase em frente a um restaurante emblemático e de digna referência. Também não é sobre isso que pretendo falar e sim sobre o longo período de espera que se perde na paragem, por sinal a primeira, por ser terminal.
Calma, também não é sobre isso que quero falar, isso é normal, como se diz vulgarmente. Pretendo é chamar atenção para as anormalidades (?) que ocorrem nas paragens. Não é nada sobre carteiristas, “bolsistas”, “celulistas” e outras queixinhas que costuma ver ou ouvir falar, ou que até sentiu na pele: é sobre as estudantes das escolas acima referidas que pretendo questionar.
Os chapas da rota da Matola, famosos Teniesse, de 15 lugares, dão o seu show na hora de ponta. Enquanto que uns batalham por um lugar na parte de trás do chapa, outros há que com agilidade disputam os 2 lugares da frente. Qual não é o espanto dos ágeis “pugilistas chapais” da parte frontal?
Os lugares da frente estão reservados a VIP’s que são nada mais nem nada menos do que as estudantes das escolas das redondezas! Sei que alguns operadores privados envolveram-se em chorudos negócios que consistem no transporte de crianças de e para as escolas. Iniciativa louvável, se fecharmos os olhos para o preço proibitivo e bofetadas para o Governo, que não condiciona o transporte escolar.
Mas, voltando à vaca fria: qual será o preço do privilégio de que gozam algumas das raparigas estudantes nos chapas? O mesmo que um Zé Ninguém desembolsa (7,5 Mt) pela mesma corrida? Se assim é, porque têm elas direito de não suar na luta pelos chapas? Porque os lugares são reservados para jovens com capacidades para viajarem desconfortavelmente em detrimento de mulheres grávidas, deficientes e idosos? E, porque só com as raparigas?