quarta-feira, 16 de abril de 2008

Inocência roubada

No nosso país, diariamente são amiúde reportados casos de violação sexual e estupro, ainda que esses números não figurem nas estatísticas policiais dai, creio, que a conclusão de que em Moçambique não há pedofilia, porque apenas um caso foi reportado e isto em 2007, não é justa. Alias, é justo sublinhar que muitas vezes esses casos não são dados a conhecer pois são geridos a nível da família, circulos, bairros e por ai, afinal o violador é quase sempre próximo da sua vitima.

Há dias, no Bairro Ferroviário, em Maputo, um grupo de populares constituído por mulheres e crianças (sempre elas) revoltou-se contra um suposto violador de crianças encarcerado, na altura, na Esquadra de Laulane.

Incrível, que ainda o chamassem suposto, por falta de provas ou apenas porque não o apanharam com a boca na botija, ou melhor, com o coiso na... pois o depoimento duma das crianças a quem foi roubada a virtude é de arrepiar mentes sãs.

“... O tio tirou a calcinha… depois, depois, meteu o dedo... depois, depois... chupou o dedo… depois, depois meteu na barriga… doeu minha barriga... depois, depois...me deu bolacha …”

Maria Soupinho, responsável na Policia pela área da mulher e criança, disse de boca cheia, em declarações à STV, no programa Opinião Publica que “em Moçambique não existe pedofilia”! Saberá esta senhora o que é pedofilia?

Em termos simples, o sociólogo Lopes, também convidado a fazer parte do painel, disse que pedofilia “é um desvio sexual, uma atracção sexual por crianças”. Logo, na óptica desta policia, só quando há violação sexual ou estupro inúmeras vezes é que se fala de pedofilia? O mesmo não se passará nas mentes cobertas daqueles que devem velar pelo bem-estar da criança?
Aceito e acredito que pais e encarregados de educação tem a sua quota parte, mas como fazemos parte dum todo/sociedade é necessário que esta vele pelas crianças e acima de tudo que os orgãos de Justiça se façam presentes!

7 comentários:

Reflectindo disse...

Boa Reflexão. O debate devia ser muito quente sobre este problema. Volto

Nelson disse...

Olha essa coisa de gente vindo para Tv a falar de coisas que não sabe patavinha me deixa enjoado. por vezes vem a mando de "gente grande" que lhes põe o discurso na boca mas por vezes não passa de pura ignorância pessoal e voluntaria como ilustraa na pergunta que fazes, se essa doninha saberia definir o conceito pedofilia. Um mal social como esse merece atenção de todos para o bem de um amanhã melhor. Moçambique tem de tudo(ruim claro) e não teria pedofilia. Me façam favor!!!!!

ximbitane disse...

Oh, Nelson, que haja "gente grande" sem sabedoria, é comum!

Mas "gente grande" numa area tao sensivel como é o essa da Mulher e Criança na PRM, francamente! Nao conhece? Nao domina? Nao tem sensibilidade?

Ra, ré, ri, ró, RUA!

Tomas Daniel disse...

Como podem afirmar com toda a certeza de que não há pedofilia?! Primeiro no país há escassez de polícias, tu podes viver num bairro durante seis meses e nem ver sequer um polícia. Eu, na primeira pessoa já tentei arranjar soluções para ajudar raparigas seduzidas por padrastos. Esse deve ser um dos poucos casos que saiu ao conhecimento do povo. Se calhar pedofilia é algo normal no país. As senhoras deviam sair dos gabinenter e ir ouvir o que as pessoas tem a dizer nos bairros. Garanto que ouviram verdades, verdades que nunca imaginaram existir.

ximbitane disse...

Muito obrigada, Tomas Daniel pela sua visita e pelo seu comentario e pelo grande exemplo de como existe pedofilia em Moçambique: padrastos que seduzem enteadas ou melhor que as violam continuamente!

Anónimo disse...

ah eh facto k moc tem pedofilia,se sa pessoas so vao a imprensa sem nem se ker estar informadas sobre o caso, so pk trabalha como assessor de sei la kem,axa k tem capacidade para se apresentar.eu sinto muito.

Anónimo disse...

Os Padres Dehonianos gerem uma missão no Gurue, Zambézia, onde existe pedofilia. Um deles,Padre Luciano, gere um orfanato à parte, guardado por gente armada, onde 30 rapazes moçambicanos são abusados por supostos "doadores" que ali passam fechados umas semanas.