terça-feira, 19 de abril de 2011

"Preguntar", não ofende

O slogan Produza, Consuma, Exporte produto moçambicano é sem dúvida uma manifesta vontade de valorizar o que é produzido no país. Tal facto é notório não só nas campanhas publicitárias como também na apresentação dos produtos para comercialização. Ademais, o produto nacional, pelo seu preço, é preferencial cá na terra.

Por exemplo, em pacotes de açucar ou de massas, estão estampadas receitas de cozinha de fácil seguimento e, o mais importante, de custo acessível para a maioria dos bolsos. No entanto, em alguns casos, para não generalizar, o sonhado produto nacional nada mais é do que um produto embalado com o selo nacional. Será isso valorizar o que é nacional?

Por outro lado, as denominações dos referidos produtos obrigam muitas vezes, aos incautos e não só, a tirar ilações que talvez não sejam o que se pretende. Veja-se o caso do arroz “Mama Africa”. Pretendia-se assim o fazer ou o acento til ficou em falta? Escrever e dizer são duas coisas diferentes! Em vocabulário de rua, "mama" tem conotação pejorativa… Quanto mais a todo um continente!

Como se ouve dizer: “dalisença, preguntar não ofende”!

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu também acredito em apostar em tudo o que seja NACIONAL.
Vamos ter grandes rivais, como a China e a India.
Constato, no entanto, que a maioria dos produtos chineses que são exportados para Africa são de baixa qualidade... acho que exportam os melhores para os EUA.
Um abraço da
Maria Helena