segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Oportunidades de “bizni”

A vaga de chuva que abateu a cidade de Maputo, durante o fim-de-semana, criou o caos em algumas zonas de Maputo, com especial enfoque para as zonas periféricas. Os jovens, incentivados, talvez, pelo último espirito que abala a mente nacional, aproveitaram a oportunidade para “empreender”.

Por exemplo, na fronteira dos bairros da Munhuana e do Chamanculo, tendo em conta que muitos citadinos dedicam o dia dominical para louvar o Senhor, os jovens ficaram de tocaia nas imediações das igrejas para “socorrer” os fiéis. A sua atitude “patriótica” tinha como finalidade única lucrar algum na desgraça dos outros.

O gesto consistia em carregar os fiéis de um ponto para o outro, para evitar o aprumado mergulho em vestes de gala nas intermináveis e extensas lagoas criadas pelo fim-de-semana diluviano, pela modesta quantia de 2 a 5Mt consoante o porte do cliente calculado a olho.

Caso o “cliente” optasse pelo “mergulho condicionado”, os prestáveis rapazes não deixavam os seus créditos em mãos alheias: aconselhavam o cliente a dobrar as calças ou a erguer a saia e indicavam pedras estratégicamente colocadas, por estes mesmos, para uma travessia semi-tranquila.

No entanto, esta opção pagava-se caro pois as pedras eram previamente dispostas uma cada vez mais distante da outra, o que obrigava a caricatos malabarismos e, a meio do percurso, no lugar de pedras, os “clientes convencidos”, pisavam uma esponja e ... imagine-se o fim da comédia!

7 comentários:

Avid disse...

Xiii mana, ser moçambicano é saber ser assim...inovador e “bizneiro”. Anytime. Anyway. Já vi essa cena por aqui também hehe...
Bjs meus

X!mb!t@nE disse...

Pois é, Avid, o capim faz... o cabrito!

Bayano Valy disse...

olá,
bem, não vejo nada de errado em que algumas pessoas ganhem algum com "desgraça" dos outros. até os coveiros o fazem. recordo-me que quando vivia na mafalala havia um vizinho que me carregava às costas e eu tinha que compensá-lo pelo esforço físico. acho problema quando criam barreiras quando os outros optam por outras escolhas.

Jorge Saiete disse...

alo Xim,
Esses jovens são apenas empreendedores e acho que o municipio devia emprega-los e assim passavam a ser uteis sempre que uma chuva daquelas caisse. O que achas da ideia? apenas uma curiosidade, havia mulheres também a candongar? espero que sim, porque seria optimo para a equidade do género no exercito da luta contraa pobreza em moçambique

X!mb!t@nE disse...

Toda a razão tens, Bayano. Não há mal nenhum em aproveitar as oportunidades que a vida oferece, mas essa de pôr esponjas no lugar de pedras, só lembra o Diabo

X!mb!t@nE disse...

Que o municipio os devia empregar, também concordo, Saiete, sobretudo nos grandes mercados como o Xipamanine e o Xiquelene. Dariam bons varredores e limpadores de sarjetas e com as receitas dos mercados e dumbas, pagar-se-iam os salarios

Anónimo disse...

mas porque é que esses jovens senhores gostam de violar as crianças? para não haver a violação de menores é:
não falar com estranhos não aceitar coisas de comer vindo de estranhos.