sábado, 15 de maio de 2010

Novos contextos, outros textos

Durante muito tempo, se bem que se propagava à torto e à direito, o preservativo foi sempre publicitado dando a sensação de ser «algo» : um produto pouco atractivo que se revelou incomodativo, pouco prático, mais ruidoso do que os decibéis permitidos, etc. Nessa altura até surgiu a máxima «banana com casca, não anima» melhor era « nhama com nhama ».

Também, comprar um preservativo, em momentos do passado, foi sinónimo de promiscuidade por parte de quem o adquiria em vários pontos de venda. Era preferível adquiri-los gratuitamente nas toiletes de restaurantes, discotecas, escolas, etc. Derivado disso, as mulheres, para não serem conotadas como profissionais da mais antiga profissão do mundo, pautaram pelo não comprar.

Evidentemente, essa situação criava condições para que, na hora H, as possibilidades de negociação, entre homem e mulher, se tornassem quase nulas para o lado do sexo mais fraco pois cabia ao machão a tarefa de o comprar e, evidentemente, de o usar se a sua vontade assim mandasse.

Felizmente, hoje, talvez por força dos dados estatísticos, que revelam altos indices de contaminação pelo virus do HIV, sobretudo da mulher, os discursos mudaram. Finalmente as mulheres podem comprar preservativos tal como compram sabão pois “toda a gente precisa” e se sentirem seguras porque as suas amigas sabem, que nas nigths, ela está protegida pela companhia do preservativo.

Por seu lado, os homens, casados ou não, em cenários paisagísticos, ideiais para lua-de-mel protegida pelo preservativo, dizem de boca cheia que, apesar de não ter sido prática frequente do passado, devem e vão usá-lo pois está é uma forma de amar à la mozambicaine. Clap, clap, clap… Que dizer ? Ainda bem que os moçambicanos finalmente aprenderam a amar : haja muito amor nesta terra !

6 comentários:

Jorge Saiete disse...

é melhor o duche-quente após acto. é pratico, perguntem ao JZ, hehehehe

K bom que as madames também se sentem seguras a comprar o condom porque provocava um grande embaraço, caso na hora H o parceiro não o tivesse.Ai não havia hipotese de se evitar uma directa, sobretudo quando se tratasse de "uma txunada e perfumada"

Ximbitane disse...

Hehehehhe, você Saiete! Não ha volta, é so mudar de atitude, mais nada

Chacate Joaquim disse...

Mas também é verdade que esportizou-se o soxo!...

Ximbitane disse...

Yuuu, nao me digas, Chacate? Vai ver que algures ha equipes, campeonatos e até federações

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Chacate Joaquim disse...

ah!... Ximbi, não ignoras que hoje em dia o sexo já não é uma questão de quarto ou um lugar íntimo acontece na rua e de forma imprevisível com desconhecidos! outros só se perguntam da identidade já no acto!... como quem diz "... ish!..., oh... yes, vai, vai, vai... não para... sua gostosa(o)... e depois não falou teu nome! nome? não precisa..."

Ximbitane disse...

Kakakkaka, você Chacate pah!