segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mais palavras?


Hoje, mais do que nunca, Pare e pense! ou quer ser mais um número?

21 comentários:

Avid disse...

A coisa ta mesmo feia. Triste, melhor dizendo. Enfim...ta na hora de falar menos e fazer mais.
Bjs meus

Júlio Mutisse disse...

Hoje, mais do que nunca, eu gostaria que desmistificássemos o SIDA. Que definíssemos uma estratégia de combate realista e de acordo com a nossa realidade.

Mas lembremo-nos, a malária continua sendo a principal causa de morte enquanto biliões de dólares são drenados para o SIDA que, também, mata mas numa proporção menor.

Começo a acreditar no Mbeki.

X!mb!t@nE disse...

Pois é, Avid, as palavras perderam o sentido. Agora apenas se requer acçao!

X!mb!t@nE disse...

Concordo, Muthisse. Mas estratégias é o de que mais temos. Ainda hoje, quer-me parecer, mais uma nova estrategia presidencial sera anunciada.

Se nao incorro ao erro, gostaria de saber porque a mesma sera anunciada hoje e nao anteriormente. Tinha que se esperar que outras tantas pessoas fossem infectadas esperando-se por esta data?

Ter-se-a estudado a viabilidade das mesmas anteriormente? Ou estas estrategias sao aplicadas directamente no terreno e colhemos os frutos podres que ja conhecemos?

1.5 milhoes de moçambicanos infectados? é demasiado se tivermos em conta que no mundo existem 35-40 milhoes no mundo o que equivale a uma percentagem de poucou ou mais de 5%!

A malaria, claro, é outra doença mortifera, nao restam duvidas. E as estrategias para o seu combate também estao a falhar. Imagine que nas zonas costeiras usam-se as redes tratadas para a pesca!

Anónimo disse...

O, Ximbitane como gostas de soprar lume... Parar e pensar em que? Com que finalidade? Numeros, sao isso numeros, dependem da velocidade da calculadora! Saia eu de casa e zas um poster gigante ali na Vladmir Lenine "Diga sexo so mais tarde", mais tarde quando? Porque? Mais uma estrategia, pois, mais uma estrategia... Emidio Gune

Maria disse...

A sida deve ser lembrada todos os dias. Não escolhe idade, sexo, estatuto social...Cada um de nós pode fazer parte desta luta, em primeiro lugar prevenindo-se. Como diz o Avid está na hora de falar menos e fazer mais.

Júlio Mutisse disse...

AVID e MARIA

Hehehe, cuidado com esta mensagem "está na hora de falar menos e fazer mais"... moçambicano gosta mesmo de fazer... videm os números do HIV/SIDA em Moçambique.

Bom dia

Chacate Joaquim disse...

ya Ximbita, é um assunto preocupadissimo. parece que a prevenção perdeu e agora?

Avid o que é nos sugere para substituir a fala?

JM, de facto a Malária é mais que a SIDA mas não se esqueça que SIDA inclui Malária, TB e outros cancros e agora qual deve constituir nossa atenção? pior as doenças curráveis tornão se sem curra com o bicho de HIV eu continuo a achar que este deve ser o nosso principal inimigo para combater outras doenças pois ele é o "facilitador" na maioria dos casos. Já li alguns artigos teus acerca deste assunto mas sugeria que aprofundasse mais a sua posição.

Estratégias? Mansagem? quantas pessoas são tratadas SIDA com sucesso? quantas estam fora do controlo médico? porqué? será que o tratamento é eficiente? há Hospitais de dias em quase todos os distritos mas onde é que são controlados os CD4? como e quando um individuo inicia o tratamento com TRAV? Porqué assim e não de outra maneira? a SIDA em Moçambique ainda é uma causa de morte. B.Clinton e tantos outros prometeram enverter o cenário até hoje nada feito o que falta? o que diz a AMETRAMO? com relação a curra? portanto como vê há muitas questões ainda sem resposta no entato todos os estratos sociais continuam a morrer empobrecendo o pais.

vamos pensar

X!mb!t@nE disse...

Gosto? Hmm, nao sei, mas nao resisto em atear algumas fogueiras quando necessario.

Agora, o "pare e pense" por certo que o meu amigo sabe que se trata de um slogan deveras conhecido e com exemplos que nao mais fazem do que espelhar a realidade. Alias, fiz ha tempos uma postagem sobre o assunto.

Quanto aos numeros, o Emidio ha-de convir que esta é uma das multiplas formas de espelhar um grande problema. E, no caso, quanto maior forem os numeros maior se espera que seja o impacto na reflexao de cada um e de todos como um todo.

Todas as outras interrogacoes que o ilustre faz, nao tenho duvidas de que, melhor do que eu, conhece as respostas. Ou é um teste? Confesso que nao tenho nenhum dominio sobre a questao baseando-me apenas no que vejo, oico e testemunho.

X!mb!t@nE disse...

Bem dito, Maria! A nossa accao deve centrar-se na nossa atitude, so assim poderemos ser exemplo e entrar nesta luta

X!mb!t@nE disse...

Eu nao sei se a prevencao perdeu, talvez a estrategia de prevencao. O que achas Chacate?

X!mb!t@nE disse...

Hehehehe, wena Muthisse! Concordo contigo, ha realmente que ter cuidado com o teor das mensagens divulgadas.

Chacate Joaquim disse...

Tudo bem Ximbita, concordamos que a estratégia é que falhou, veja que
o documento de estratégia indica que "o factor chave na propagação da sida é "a existência de relações sexuais concomitantes com parceiros múltiplos sem utilizar preservativos ou só algumas vezes". As desigualdades económicas e sexuais, a forte mobilidade das populações, a utilização do álcool e da droga e a ausência de debates sobre a sexualidade e a sida nas famílias explicam esta forte prevalência no país. Para fazer face à epidemia, a estratégia enumera, entre os domínios de acção prioritários, os Aconselhamentos e a despistagem, os preservativos, os grupos de alto risco, a despistagem e o tratamento precoce das infecções sexualmente transmissíveis, a circuncisão, a prevenção da transmissão do HIV da mãe à criança, o acesso aos antirretrovirais e a biossegurança (a segurança dos equipamentos hospitalares e de abastecimento de sangue). O documento admite que as tentativas anteriores de aumentar a utilização do preservativo chocaram-se com "barreiras culturais e religiosas" e uma ideologia da supremacia masculina. Mas, fracassos foram igualmente notados na distribuição de preservativos em particular na campanha onde os preservativos eram vendidos em vez de serem distribuídos, causando assim um problema de acesso. As mensagens relativas aos preservativos, acrescenta, foram inadequadas aos valores socioculturais e não tomam em consideração os diferentes grupos etários".e aqui! concordamos também? será que Niassa e Nampula com 8% e C. Delgado com 10% usam devidamente as medidas preventivas? se não, então há outras razões não as evocadas pela estratégia como cultura, religiosa e ou ideológicas. Lembre se durante a Guerra dos 16 anos o HIV estava em silêncio não se propagava. porqué? Mana eu sou de Mandlakaze nas famílias tradicionais só se fala de sexualidade e HIV como é que se afirma que não se fala disso? ou queremos continuar a receber USD para palestras no meu comentário anterior refiro me ao tratamento e sua eficácia há ou não há porque veja que Moçambique dos 20.5 milhões dos Moçambicanos 6,7% é economicamente activa e estamos a falar de 1.46 de adultos vivendo com este flagelo! o que esperamos deste País se os Moçambicanos continuam a Morrerem nesta velocidade? eu acho que devemos abrir portas para o acesso a TRAV não ser para os influentes como ainda é, e uma entervênsão rápida nada de levar tempo com controlo de CD4 e apessoa acaba morrendo ou mesmo recuperando já está alejado porque esperaram de 200 de CD4 enquanto nas privadas e nos influentes mesmo com 500 dá se TRAV! aqui é onde há kwenda mana porque falar! falamos até somos fieis mas por outras vias viemos a ser contaminados e aí com uma entervênsão lenta nada feito! e os USD vam comendo em nome do SIDA...

desculpe se alonguei mana hmm! Bjs

Anónimo disse...

Ola Ximbitane, testes so na hora e lugares apropriados, apenas pontos para pensarmos nas nossas certezas e talvez melhora-las. Pois Chacate, como podes ver nao se pode controlar o HIV e o SIDA com programas so para isso, e preciso melhorar as condicoes de vida como um todo, e a qualidade de prestacao de servicos, no caso de saude para que possam melhor enfrentar esses problemas. as culturais e a desculpa arranjada para justificar qualquer programa mal concebido ou implementado, significa muito pouco. E so darem uma volta para a realidade dos paises 'desenvolvidos' para verem o que acontece de sexual por la (Patricio estas por perto?) Emidio Gune

Chacate Joaquim disse...

É A REFLEXÃO que falta em nós E. Gune. Elísio Macamo com as suas contribuições no Jornal Notícias já levata muitas questões para a nossa reflexão mas para os sacos de $$$$$ custa fazerem essas análises sob pena de reduzirem os benefícios, buscam qualquer coisa e dizem. concordo quando fala de algo complementar para o sucesso dos programas o mal é nos centrar nisso esquecer o essêncial!

X!mb!t@nE disse...

Acrescento, Chacate, nao so falhou a estrategia como falhamos nos ao nao saber implementa-la. Veja, como diz no seu comentario, por outras palavras, mesmo casais que sabem da existencia do HIV/Sida, quando se instala a dita confiança entre eles deixa de usar a camisinha.

Erramos ao pensar que apanhamos o Sida apenas pela via sexual. Eu, por exemplo, tenho especial cuidado com a ida à manicure e à pedicure. Em tempos, o meu companheiro gozava-me dizendo que tinha laminas nos pés. Mas quando o expliquei que o instrumentos nao eram devidamente esterilizados passou a preferir "as minhas laminas" ao risco das outras

X!mb!t@nE disse...

"Testes so na hora e lugares apropriados", concordo em parte consigo, Emidio Gune.

Ja vivenciei, na familia e vizinhança, casos de pessoas que so às portas da morte tomaram conhecimento de que eram seropositivas. Aquela velha maxima de que "so acontece com os outros" é um tremendo calcanhar de Aquiles no nosso pais.

Diz outro ditado, "mais vale prevenir do que remediar". Ja estamos naquela fase em que a prevençao falhou, os numeros (hehehehe, sempre eles) falam por si. Nao deveria ser o teste obrigatorio?

Anónimo disse...

Ola Ximbitane, e assim saude e um assunto muito complexo. Testagem obrigatoria, preconiza criar capacidade nacional para o efeito, sequer as nossas unidades sanitarias tem cobertura! A seguir precisavas assegurar que haveria condicoes de tratamento para todos cujos resultados fossem positivos. Existem tantos problemas de saude para os quais nao temos capacidade de testagem, entao porque investir apenas numa maquina de testagem para HIV se temos milhares de pessoas a morrer de malari, de doencas respiratorias agudas e de diarreias. E tem outra coisa, a liberdade das pessoas,porque o Estado deveria 'obrigar-me' (pressupoe condicoes criadas para o efeito) para fazer o teste paea HIV se nao me 'obriga' a ter casa (condicoes criadas para o efeito).
Aproveite e espreite aqui 'http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/296142'. Entretanto aguardemos os resultados do primeiro estudo nacional sobre o asssunto a ser conduzido em 2009 pelo Ministerio da Saude, que esta de parabens pela iniciativa.

X!mb!t@nE disse...

Apesar de muito me doer, concordo com o que dizes, anonimo (Emidio Gune, nao é?). Mas esta talvez fosse a forma de o Governo definir prioridades pois a questao do HIV/Sida urge tornar-se uma questao nacional. Falinhas mansas ja nao bastam!

Ademais, tendo em conta que as portas de entrada para o estado sidático sao justamente as doenças que cita, mais uma razão para que medidas radicais sejam tomadas.

Anónimo disse...

Permita-me Ximbitane, do pouco que sei o SIDA nao provoca doencas, o sistema imunologico fica debilitado que qualquer problema de saude, que poderia ser resolvivel em um sistema imunologico nao comprometido, pode levar a morte. Ou seja a pessoa nao desenvolve malaria porque tem SIDA, se estiver num sitio com malaria e estiver com o SIDA contrai com mais facilidade e podera ter dificuldades em trata-la ou recuperar. Emidio Gune

X!mb!t@nE disse...

Disso bem sei, Emidio Gune, acho que nao me percebeu. Quis eu dizer que o Governo definindo o HIV/Sida como uma urgencia nacional estaria também a olhar, com a mesma severidade para doenças como a malária, TB e tantas outras que tanto matam e requerem especial atenção.

Isto seguindo o seu (?) anterior raciocinio sobre a testagem obrigatoria que esta condicionada a varios factores, incluindo o preço de um aparelho de testagem (?) ao invés de se investir em outros capitulos sanitarios.