Denunciado por uma presumível paciente, Nelson Bata, protagoniza assim uma façanha de arrepiar os cabelos de qualquer um que recorre aos serviços públicos de saúde e não só. Bata, que confessa o exercício ilegal de Medicina ginecológica, disse que para as suas actividades contou com a ajuda de funcionários das unidades sanitárias que lhe facultaram, entre outros, a bata, o carimbo e a prerrogativa de constar na escala de médicos, nas unidades sanitárias acima referidas.
Desconhecido pela direcção do hospital, que pede tempo para investigar o caso mas que estranhamente enviou-lhe uma nota de culpa por excesso de faltas; repudiado pela classe médica, pela voz da sua presidente, pelo acto abominável e pelo ministro da Saúde, que apenas reconhece a existência de redes de venda de material cirúrgico e de medicamentos, o caso do jovem Nelson é a demonstração clara da vulnerabilidade do nosso sistema publico de saúde.
Recentemente, foi denunciado um enfermeiro por tentativa de violação de pacientes no centro de saúde do Porto. O caso ainda não esfriou, como se costuma dizer, e somos brindandos com mais esta "bomba". Nesta altura dos acontecimentos, apenas nos interrogamos:
- Quantos mais médicos serao falsarios?
- Por onde anda a inspecçao médica?
- O que sera feito as pacientes atendidas pelo mecanico?
- Quem as ressarcira pelos possiveis danos e sequelas causados pela mão do mecanico?
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