Cá entre nós, é conhecida a mania de Salimo Mohamed, que não faz um concerto sem o devido pagamento e se o mesmo tiver sido pago pela metade, o espectáculo também é pela metade (confesso que sobre isso apenas sei o que ouvi dizer, e cá entre nós, ele tem toda a razão de o fazer).
Tatuagens, piercings, kilos de maquilhagem, bijutarias e acessórios diversos, roupas extravagantes e indecentes, unhas de gel ou acrílicas, lentes de contacto coloridas (?) e extensões capilares (ruivas, loiras, pinks, doirado, quanto mais chocantes, melhor!) muito, mas muito brilho, fazem parte do actual quotidiano artístico nacional, na versão feminina.
Na versão masculina, roupas apertadas ou larguíssimas, que mostram algumas vezes os cós das boxers, cortes estravagantes de cabelo ou tranças, piercings, tatuagens, colares-corda e brincos à guisa de diamante, são alguns dos traços marcantes dos cantarinhos (expressão do Bayano – Nullius in Verba). Aliás, a mania ataca também certos apresentadores, sobretudo da área de entretenimento.
Claramente os nossos cantarinos dão mostras de que gastam e bem ou são bem patrocinados, pela sua boa apresentação diante do público, ainda que alguns vivam apenas de aparências. Nesse rol de extravagâncias, há algo que sinceramente choca: a moda dos óculos de sol!
A moda mais recente (possivelmente impulsionada por estrelas de outras constelações) é usar os óculos escuros em ambientes fechados: no estúdio (em entrevistas) ou na rua (a passeio), de noite (em discotecas ou em restaurantes) ou de dia (até em locais fechados!), não há meio termo: grande parte dos artistas em voga tem um par de óculos de sol colados a cara! Escusado é referir às imagens de capa dos Cd’s/ K7, os banners de espectáculos ou aos video-clips, óculos escuros, são a imagem de marca de qualquer um.
É verdade que as lentes actuais permitem uma boa visão em espaços interiores com luz artificial, mas acredito que os nossos cantarinos nem sequer tem tempo para olhar se os mesmos contêm filtros UV e há alturas em que não é apropriado manter os óculos escuros, por exemplo, quando pretende revelar algo importante a alguém (numa entrevista, por exemplo) ou quando o outro solicita a máxima atenção. Também, digam o que disserem, a nossa educação não permite esses e outros excessos.
Outro senão que salta à vista nesta “moda”, é a mania dos logos de grandes marcas. Sabendo-se que muito do que se vende por cá é contrafaccionado, pululam na rua, a chutos e pontapés, vendedores de óculos, com logos de marcas famosas, como D&G, a preço de banana: entre 75 a 120 mts e se se souber regatear, por um preço mais baixo ainda.
Os estilos dos óculos de sol variam do conservador ao escandaloso, e vêm em todas as cores concebíveis, sendo que o ultimo tipo é o mais escolhido. No entanto, os óculos escuros usados cada vez mais como item de moda podem acarretar problemas para os olhos pois a preocupação maior é “estar na crista da moda” e não proteger os olhos da intensa luminosidade do sol.
Reconheça-se o seu charme, e o facto de fazerem do seu utilizador um ser misterioso, apesar de encobrirem as janelas da alma, mas não basta escolher um modelo descolado, da moda ou com assinatura de um alto designer pois tudo em excesso faz mal!
PS: Lamentavelmente, e não sei porque razão, na minha barra de ferramentas Blogspot não se apresenta. Algo que não me permite colocar links nos artigos, usar o Negrito, Centrar o texto, etc, etc. Alguem me da alguma dica?