domingo, 26 de outubro de 2008

De novo na rota da pedofilia?

Recentemente dois carros foram apreendidos com menores do sexo masculino provindos do norte com destino a Maputo, sob pretexto de serem escolarizados pelo/para o Islão.

Sendo a zona norte um local islâmico por excelencia porque sera que as criancas tem que ser deslocadas de uma ponta a outra do pais e, pior ainda, nas condições e formas como o processo é feito?

Sendo o nosso pais laico, qual e a importância de termos tantas criancas a serem formadas exclusivamente para essa orientacao religiosa?

22 comentários:

Chacate Joaquim disse...

Ximbita o agravante é que há pedagogos que acham currículo local é sinónimo de ensinarmos qualquer coisa ao homem novo, mesmo que essa mesma coisa não lhe conduza para efectivamente nada!

Mas também os islámicos de Moçambique são bons de mais para oferecerem educação gratuita na proporsão igual ou superior ao próprio estado!... hummm! isto me cheira trafego do Homem pelo Homem.

Pior é que os gananciosos dos nossos governantes protelam muito os Muçulumanos assassinos, porque o poder financeiro que eles tem com a venda da Humanidade é de coptar atém um governo.

Estou com Saudades do Samora Machel

SHIRANGANO disse...

Os governantes deste país, por negligência ou por falta de carácter, não estão a levar este fenómeno a sério. Talvez por ser um país onde a ambição, ganância e fome pelo dinheiro fala mais alto. O nosso governo não se preocupa com questões ligados à vida do cidadão. A vida cidadão está para último plano, se é que tem algo destaque.

Experimenta, mana Ximbitane, protestares alguma situação colocando a sua vida em risco. Não precisa ser vidente ou profeta para prever o que lhe vai acontecer. Nessa situação, o mínimo que o governo pode fazer é rezar para que morras e depois dizer que foram apanhados de surpresa.

O Estado Moçambicano não ama o seu povo.

Um abraço…

X!mb!t@nE disse...

CJ, há muita coisa obscura neste processo. Pessoalmente sou contra as guias de marcha, mas crianças nao deveriam ser deslocadas de um lado para o outro sem autorização expressa dos pais.

É verdade que muitos desses pais não estão/são esclarecidos, mas é nesta hora que instituiçoes como a Acção Social deveriam exercer algum papel de relevo.

X!mb!t@nE disse...

Shirangano, receio até, mas concordo contigo: o Governo está se marimbando para nós. Aquela máxima que diz deve-se cortar a raiz do mal aqui não funciona.

Não tarda muito e os grandes pedófilos começam a bandear-se para estes lados sabendo que os seus actos insanos estão a salvo por cá. E, essa capa religiosa não cai nada bem num cenário destes.

Se a intençao é educar as crianças porque não vão eles a esses locais? Porque nao educar as crianças perto de seus progenitores?

Jonathan McCharty disse...

Fazes um boa pergunta! "Porque nao ensina-los la' no norte, onde a cada esquina existe uma mesquita"?

Uma coisa que as pessoas devem aprender e' que, um excessivo lucro num cenario de risco minimo, deve ser um motivo de suspeicao maxima! Qual e' a vantagem que alguem tem em pegar nos filhos menores dos outros e educa-los, sem que receba algo em contrapartida??

Nelson disse...

Antes do governo e o resto, eu coloco bem muita culpa nos pais desses miudos. Que pai em perfeito juizo faria isso? O meu filho que eu fizer com todo amor. Quero cria-lo eu com todo amor a carinho que poder lhe dar. Se for a enviar-lhe seja la para onde for e com quem for, sera depois de ter certeza que vai para um lugar com condicoes iguais ou melhores. Porque eu mandaria meu filho ensardinhado num camiao contentor?

Chacate Joaquim disse...

Nelson!

Concordo que os Pais sejam responsabilisados! mas pergunto quem é o Pai que não quer uma bolsa de estudo para seu filho?

Qunto às condições em que viajam, TRICAM é um autocarro que para os moçambicanos é digno.

Agora, se o Governo e seus membros coadjuvado aos muçulumanos, não tem altos devidendos nesta coisa poque é que não adopta medidas cortando o mal pela raiz?

"um excessivo lucro num cenario de risco minimo, deve ser um motivo de suspeicao maxima"!

Jonathan novamente a matar o jogo.

X!mb!t@nE disse...

Jonathan, a tua questão é pertinente: será a caridade a mais valia para estas práticas?

Entao porque não educar e ser caridoso com muitas crianças abandonadas! Porque levar as que tem parentes? As crianças que precisam de apoio sao tao desprovidas de tudo que até a educação religiosa lhes é necessaria!

X!mb!t@nE disse...

Mano, já reparaste no tipo de pais que "permitem" que seus filhos sejam tratados como se fossem bois?

Acredito que estes pais nem sequer estao ao corrente do "Caso dos 17 rapazes". Acredito ainda mais, sobretudo tendo em conta a rigidez da religiao, que nem sequer equacionam a possibilidade de serem vitimas de pedofilia e maus tratos.

Longe de mim associar a religiao a estas praticas nefastas, mas os ultimos acontecimentos levantam a maxima "gato escaldado tem medo de agua fria"

X!mb!t@nE disse...

CJ, tens toda a razao: todo o pai, sobretudo os que nada possuem, querem esperam uma ajuda na educação dos seus filhos.

Por mim, as condiçoes até nem sao questionaveis pois por vezes ha que fazer sacrificios. O que me preocupa é o destino e o tratamento que terao os petizes.

Numa comunidade inteira nao poderia vir um pai para depois informar aos outros o que realmente estao a viver os seus filhos?

Dispenso esse tipo de bolsa, que vendam amendoins e matoritori!

Bayano Valy disse...

caros amigos,
desta vez tenho mesmo que intervir porque alguns comentários são mesmo provocadores demais. vejam esse do chacate: "pior é que os gananciosos dos nossos governantes protelam muito os muçulmanos assassinos...". não sei o que o chacate quer dizer com isto; se quer dizer que os muçulmanos são assassinos, se há muçulmanos assassinos, etc.. o que é isso de protelar muito os muçulmanos assassinos? para mim, isto é ofensivo. a aqui a velha questão de demonizar o Outro, e neste caso o outro é o muçulmano. como muçulmano que sou, não posso deixar de exprimir a minha decepção que nesta altura do campeonato ainda tenhamos gente com este tipo de pensamento.
concordo com algumas questões colocadas porque também já as levantei em fórum próprio, só que a tal liderança não quer saber.
a questão de saber se não se pode construir estas escolas no norte já que há mesquitas em cada esquina (um exagero) deve ser também vista sob o ponto de vista económico: porquê é que grande parte do investimento está aqui no sul?
evidentemente, não quero de forma alguma dizer que não se possa construir escolas no norte, mas temos que ver quanto tempo levou para que o estado construísse uma universidade no norte.
longe de criticar apenas porque não gostamos, devíamos procurar antes saber das questões estruturais com que se confronta a religião islámica no país. eu que sou talvez um dos maiores críticos visto saber com que linhas nos cozemos procuro sempre ir para além dos direitos de quem quer que seja, embora concorde convosco sobre a necessidade da sua salvaguarda. primeiro, tínhamos que ver o que motiva a alguém abrir uma escola islámica? porquê os páis enviam os seus filhos para maputo quando, por exemplo, o norte produz os melhores alunos e teólogos islámicos? acho que podemos tomar isso como ponto de partida. a minha análise é de que a abertura destas escolas é fonte de dinheiro (existem muitos muçulmanos ricos que acreditam em doar para a caridade e que doam para a existência dessas escolas) para os seus proprietários; por alguma carga de água acredita-se que só em maputo é que se pode obter melhor educação (isso extende-se para o ensino geral). infelizmente, o currículo é mesmo o de ensino religioso, com a excepção do colégio hamza que pelo menos lecciona até à ep2. ademais, o currículo desses colégios islámicos não é uniforme; cada um leccione o que entende ser importante. até entendo porque os seus proprietários podem pertencer à escolas doutrinais diferentes (existem quatro escolas de pensamento denominadas ortodoxas). também não concordo que os meninos e meninas tenham apenas uma educação religiosa e não formal. já falei disso na rádio voz do islão. mas não tenho poder para mudar as coisas. agora, fico feliz em saber que o estado começa a preocupar-se com isso.
um abração

X!mb!t@nE disse...

Bayano, as minhas desculpas a si e demais muçulmanos que decerto também terão ou ficarão ofendidos com o rumo da coisas. A minha intenção é de longe demonizar quem quer que seja.

No seu comentário traz a luz questoes que, pelo menos para mim eram desconhecidas, como essa da centralização de tais escolas em Maputo porque os manda-chuva por cá estão.

Sempre pensei, que à guisa da religião católica e outras aproximadas, eram as igrejas (crentes) que criavam as escolas e não alguém que tendo meios o faz sozinho.

A iniciativa é de louvar, mas mesmo assim, continuo a achar que é nos locais onde estas crianças vivem ou no minimo aproximados que tais escolas deveriam ser construidas.

Uma vez mais, as minhas desculpas

Chacate Joaquim disse...

Muito bem Bayano!

Primeiro, agradeço o esforço que tem feito para melhorar a situação;

Segundo sinto que a minha falha aguçou a sua intervensão, afinal o inesperado tem utilidade para qualquer coisa... ahahah sorry mano.

Mas para falar sério Bayano é que se isto acontece ao nínel do islão qual é o papel do conselho islamico perante este actos macabros?

Quanto ao governos lembra da altura que a imprensa e a LDH começou a falar disto? é incrível ou pelomenos estranho, o mutismo dos nossos governantes perante este senário! é por isso que me lembrei do Samora Machel porque algumas coisas como estas eram impensáveis que podessem acontecer na nossa sociedade.

Abraço

Chacate Joaquim disse...

Olá Ximbita!

Essa coisa de escrever de pé acabamos passando por cima de algumas sencibilidades sorry mana ta bom!... mas que há há não genericamente como Bayano e outros tentam travar o vento pelas mãos.

Essa coisa de "tráfico" de menores é como de drogas é necessário uma intervênsão séria dos governos para eficiêtemente reduzir os indices.
abraças

Júlio Mutisse disse...

Acho muito engraçado aos comentários que colocam o Estado/Governo sempre a frente do que deve ser feito mesmo em matérias que são do fórum familiar como as opções de educação dos nossos filhos (onde, porquê, por quem, fins Etc).

Acho-os engraçados porque, não poucas vezes, maldizemos da época em que o mesmo Estado/Governo pretendia decidir a quantidade de arroz que um agregado familiar devia comer por mês, o que é que cada um devia estudar (em função das necessidades do país na época) etc.

Acho o engraçado porque bendizemos da liberdade. Liberdade de escolher o que é bom para nós e, eventualmente, o que achamos serem as melhores opções para os nossos filhos.

NÃO ESTOU COM TUDO ISTO A DIZER QUE CONCORDO COM O RECRUTAMENTO/ENVIO MACIÇO DE CRIANÇAS DO NORTE PARA O SUL PARA ESTUDAREM A BÍBLIA OU ALCORÃO.

Estou a dizer que, até onde parece e até onde nos deram a conhecer, o envio dessas crianças enquadra-se na liberdade que cada pai tem de escolher o que é melhor para a educação dos seus filhos.

Estaremos lembrados do caso anterior; nenhuma das crianças fora raptada; todas tinham sido enviadas para estudarem alcoorão numa mesquita em Maputo.

O que devemos incentivar aqui, não é a escamoteação das liberdades de cada um é, sim, a necessidade de uma escolha responsável e consciente das opções que tomamos em relação aos nossos filhos.

O Governo não tem capacidade nem vocação para determinar a escolha dos educadores mas, tem vocação de verificar o que é que as instituições religiosas andam por cá a fazer.

O Governo tem, por exemplo o dever de se informar que escolas são essas que, reiteradamente, recebem ou, supostamente, vão receber crianças vindas de vários sítios do país (estamos a falar do Norte porque apanharam 41 num autocarro, quantas não terão sido apanhadas vindas de Gaza ou Inhambane?) com intuito de estudar religião?

Isto aplica-se a todos, não só aos islamicos.

Portanto, o que devemos nos perguntar quando estas notícias surgem é o que é que está em causa. A mim me parece:

1. Um projecto de médio/longo prazo de massificação do islão, o que pressupõe uma formação maciça de teólogos e outros servidores;

2.Opções educativas tomadas por pais para os seus filhos ou, noutra perspectiva, a desresponsabilização dos pais (ou alguns deles) em relação aos encargos e a própria educação dos filhos, entregando os a uma instituição que, em princípio, se responsabilizaria por aquilo que não conseguem dar aos seus;

3. Aparente descontrole, por parte do Governo, das actividades das instituições religiosas (no seu todo) demonstrado pelo desnorte quando confrontado com estas situações (não há respostas sobre as actividades religiosas)pior quando, os principais responsáveis da comunidade islâmica, supostamente receptora dessas crianças se irresponsabiliza do ser recrutamento, e o Governo, perante dados não consegue responsabilizar mais ninguém do que os motoristas, em situações em que podemos, eventualmente, perante tráfico de seres humanos.

4.(a última e mais forte para mim) uma irresponsabilidade completa dos pais manifestada pelo envio dos seus filhos para o desconhecido, irresponsabilidade q pode também ser achacada às pessoas/instituições que propagandeiam tais formações "religiosas" e ao Governo que não fiscaliza as actividades das instituições que autoriza a funcionarem.

X!mb!t@nE disse...

Tudo joia CJ! As vezes fazemos dessas coisas sem sequer nos darmos conta. Creio que o Bayano nos perdoará. Incluo-me porque a tradição em minha casa manda dizer que as faltas da visita sao nossas faltas!

X!mb!t@nE disse...

Muthisse, as culpas sao de todos nós, só que nós nunca as queremos assumir dai lançarmos a pedra a quem já tem a cara no lodo.

A meu ver, depois de despoletado o primeiro e escandaloso caso dos 17 rapazes, isto tudo já nem sequer se justifica. O tal Governo, nós sociedade e os pais ja deviamos estar esclarecidos o suficiente para nao correr esse tipo de riscos, enfim.

Volto mais tarde!

Jonathan McCharty disse...

Amigo Bayano! Na altura que redigi o primeiro comentario, estava para alertar a moderacao da linguagem, para que "nao provocassem" o Bayano! Longe de mim, se passei a imagem de desrespeito pela sua religiao! Na verdade tenho amigos muculmanos de todas as racas, desde a infancia e religiao nunca foi assunto para causar divergencias! No exagero de "haver mesquitas em todas as esquinas", baseei-me numa experiencia observada "in loco" em Nacala. Se conheces aquela cidade e especialmente a via em direccao a praia de Fernao Veloso, tu ves uma mesquita a cada 200m "sem exagero"! Agora, e' verdade que nao se aplique a outros territorios!
Devo concordar com os pontos que levantas, especialmente em relacao a posicao que tomas quanto a natureza da educacao que essas criancas recebem nestas escolas religiosas! Julgo ser mesmo fundamental que eles aprendam tambem a educacao formal e, quem sabe mesmo, uma profissao auxiliar!
Um abraco e estamos quites!

Chacate Joaquim disse...

Acho muito engraçado aos comentários que colocam o Estado/Governo sempre a frente do que deve ser feito mesmo em matérias que são do fórum familiar como as opções de educação dos nossos filhos (onde, porquê, por quem, fins Etc).

JM, mais engraçado ainda é ignorarmos que o local, a causa, o perfil do professor os fins da educação são determinados pelo Estado (Governo) através da Constituição da República e da Lei nº 6/92 sobre SNE e não de nenhum pai! por que se este o faz é dentro dos parámetros legais.

Meu irmão não sinta sua liberdade atentada quando por exemplo o Estado diz que o método de bater na criaça como forma de educar é puníval. (o Estado está a exercer a sua função).

Os país são complices do desconhecido e do Estado que não cumpri o seu papel de unir e organizar o povo mostrando as melhores escolhas rumo à sociedade desejável.

Como eu gosto de JM convido lhe a ler o Estatudo e Axiologia da Educação do Severino Elias Ngoenha onde procura compreender as questões lidadas aos valores, a maneira de transmissão, criticando assim a educação praticada em Moçambique pela Missão Suiça

Jonathan
O desejável era colocar uma escola em cada aldeia para evitarmos longas deslocações dos nossos filhos. Ensino formal é primordial depois dança, cantico, religião etc

Por isso JM o estado e o Gover são os primeiros responsáveis. Abraços

Ao que me parece sociedade desejável para o Estado moçambicana não é de teólogos! veja bem a Constituição.

X!mb!t@nE disse...

Sem querer vangloriar uns e outros, de tanto puxar pelos neuronios para encontrar a possivel soluçao para o meu dilema pessoal, quanto ao caso em debate, veio-me, em conversa com um amigo, a experiencia da Casa do Gaiato.

Em breves linhas, a Casa do Gaiato, que está também ligada a uma orientação religiosa, para admissão de crianças no seu seio passa primeiro pelo licenciamento ou (re)conhecimento do MMAS e os pais, se existirem, também são chamados ao mesmo acto.

É isto que organizações com intençoes similares deveriam fazer. Se não podem levar os pais, por ser distante, deveriam ao menos, no seio da comunidade proxima, criar um nucleo de supervisao. Veja-se o caso dos "17 rapazes" (desculpem-me bater na mesma tecla), os petizes eram abusados nas barbas da guarita de uma esquadra!

Outro aspecto, que revolta, é a formação unica e exclusiva na vertente religiosa (se estiver enganada que me corrijam!)!

Bayano Valy disse...

caros amigos,
desculpem-me pela resposta tardia. tive um envenenamento alimentar (não sei se isso existe) e fiquei "acamado" até ontem. bem, talvez na hora tenha sido mais brusco que o normal. o que todos pretendemos mesmo é incidir a luz sobre alguns aspectos do nosso quotodiano. vocês não imaginam a vergonha que tenho passado a ter que responder à perguntas de amigos e conhecidos sobre o que se passa com as crianças. e com o agravante de que dentro da comunidade não se tenta resolver esse problema de uma vez por todas. penso que as pessoas pensam que nunca há-de voltar a acontecer que um carregamento de crianças seja interceptado pelo caminho. ainda ontem gastei algum crédito tentando informar-me melhor. ao que parece o colégio tinha autorização para o frete das crianças. se esse é o caso, a pergunta que se coloca é: porquê esse alarido todo? como disse antes, concordo com alguns pontos colocados, e penso que é isso que de certeza exercitará os meus neurónios nos próximos dias - tenho que mandar um comentário para o savana sobre a questão. algo que ainda tenho que confirmar, é até que ponto será verdade que esses colégios islâmicos não dão a educação secular porque o mined nega-lhes passar a autorização para tal. tenho mesmo que confirmar isso, porque me parece far-fetched, isto quando olho para o cenário dos doadores: asiáticos não gostam de financiar projectos de educação secular. podem dar rios de dinheiro para a construção de mesquitas e madrassas, mas não querem saber de enviar alunos para escola e universidade.
é verdade que cada um pode abrir uma madrassa, bastando para tal ter a anuência do mined. isso acontece porque no islão não existe uma autoridade hierárquica como, por exemplo, na igreja católica. cada um pode ser pastor. agora, é também verdade que nalguns casos o mined consulta a este e àquele líder, que em função das suas conveniências diz se o fulano ou beltrano pode abrir uma madrassa. com atitudes rácicas às meias, cria-se um ambiente em que as escolas são dominadas pelos asiáticos - embora os pretos não tenham a cultura de abrir madrassas e também de patrocinar.
conheço nacala. talvez a existência de mesquitas em cada esquina tenha mais a ver com a estrutura demográfica de nacala? não tenho aqui o meu disco de estatísticas, mas que eu saiba a maioria dos muçulmanos em moçambique encontra-se em nampula.
bem, já vou longe demais

X!mb!t@nE disse...

Espero que esteja mesmo melhor, Bayano ou que melhore completamente dessa intoxicação alimentar.

Quanto a sua questão, porque tanto alarido, só posso atirar a sua atençao para o titulo do texto: de novo na rota da pedofilia?

O ponto da interrogação é uma preocupação quantos aos contornos desta e de outras historias recentes. Felizmente, neste caso a escola em questao tem o devido aval. Mas, gato escaldado de agua fria tem medo...