A noção de família, de acordo com a lei da Família (nº 10/2004 de 25 de Agosto), artigo 1 diz que: “ A família é a célula base da sociedade, factor de socialização da pessoa humana.” O artigo seguinte, refere que “ a família constitui o espaço privilegiado no qual se cria, desenvolve e consolida a personalidade de seus membros e onde devem ser cultivados o dialogo e a entre ajuda”.
No seio das nossas famílias, há aqueles segredos que só uns e em grupo restrito da família tem conhecimento. Exemplos disso, para os que acreditam, são as idas aos curandeiros por inúmeras razões: a existência de algum primo ladrão, de uma irmã débil mental, em suma, os frutos pobres são bem escondidos.
Muitas vezes, quando se fala de casos de abuso sexual, constata-se que o violador é quase sempre alguém próximo da vítima, prova disso são os casos-padrão reportados em Inocência roubada ou Violador.
De há uns tempos a esta parte, amiúde são reportados casos de incesto que indignam toda uma sociedade, extravasando as nossas fronteiras de compreensão de actos hediondos pois na nossa cultura, a figura do pai é das mais respeitadas. Abalados ficamos com o acto incestuoso, abafado pela própria família, no qual pai engravidou a filha e desse acto resultou um rebento do sexo feminino.
Não satisfeito com o primeiro acto, já de si tenebroso, o mesmo individuo violou a rapariga resultante do primeiro acto incestuoso, ou seja, a sua filha-neta. A família, essa, como da primeira vez, continuou impávida e serena, afinal essa fruta podre é mais um segredo de família. Revoltada com o que lhe tinha acontecido, a filha-neta manifestou publicamente este acto impuro que em nada dignifica o verdadeiro sentido de família, logo de família moçambicana.
Acima da frustrante tentativa de reconstituição da arvore genealógica deste caso, está a vergonhosa atitude da família na pessoa da esposa do fulano (mãe e avó, das vitimas) e demais familiares que mais uma vez abafaram o caso em detrimento da salvaguarda da honra e bem-estar destas raparigas, logo, dos Deveres da família que visam:
a) Assegurar a unidade e estabilidade próprias;
b) Assistir os pais no cumprimento dos seus deveres de educar e orientar os filhos;
c) Assegurar que não ocorrem situações de discriminação, exploração, negligência, exercício abusivo de autoridade ou violência no seu seio;
d) Velar que age respeitados os direitos e os legítimos interesses de todos e de cada um dos seus membros.
Agora, os media reportam o caso de um pai de 60 anos que abusava sexualmente de duas filhas suas de 12 e 14 anos, em Inhambane. Teremos perdido a noção do papel da família? Por onde andam os valores que sempre regularam as famílias? Porquê desta inversão de papéis ou ainda que justificações existem para a troca de papéis nas nossas famílias?
No seio das nossas famílias, há aqueles segredos que só uns e em grupo restrito da família tem conhecimento. Exemplos disso, para os que acreditam, são as idas aos curandeiros por inúmeras razões: a existência de algum primo ladrão, de uma irmã débil mental, em suma, os frutos pobres são bem escondidos.
Muitas vezes, quando se fala de casos de abuso sexual, constata-se que o violador é quase sempre alguém próximo da vítima, prova disso são os casos-padrão reportados em Inocência roubada ou Violador.
De há uns tempos a esta parte, amiúde são reportados casos de incesto que indignam toda uma sociedade, extravasando as nossas fronteiras de compreensão de actos hediondos pois na nossa cultura, a figura do pai é das mais respeitadas. Abalados ficamos com o acto incestuoso, abafado pela própria família, no qual pai engravidou a filha e desse acto resultou um rebento do sexo feminino.
Não satisfeito com o primeiro acto, já de si tenebroso, o mesmo individuo violou a rapariga resultante do primeiro acto incestuoso, ou seja, a sua filha-neta. A família, essa, como da primeira vez, continuou impávida e serena, afinal essa fruta podre é mais um segredo de família. Revoltada com o que lhe tinha acontecido, a filha-neta manifestou publicamente este acto impuro que em nada dignifica o verdadeiro sentido de família, logo de família moçambicana.
Acima da frustrante tentativa de reconstituição da arvore genealógica deste caso, está a vergonhosa atitude da família na pessoa da esposa do fulano (mãe e avó, das vitimas) e demais familiares que mais uma vez abafaram o caso em detrimento da salvaguarda da honra e bem-estar destas raparigas, logo, dos Deveres da família que visam:
a) Assegurar a unidade e estabilidade próprias;
b) Assistir os pais no cumprimento dos seus deveres de educar e orientar os filhos;
c) Assegurar que não ocorrem situações de discriminação, exploração, negligência, exercício abusivo de autoridade ou violência no seu seio;
d) Velar que age respeitados os direitos e os legítimos interesses de todos e de cada um dos seus membros.
Agora, os media reportam o caso de um pai de 60 anos que abusava sexualmente de duas filhas suas de 12 e 14 anos, em Inhambane. Teremos perdido a noção do papel da família? Por onde andam os valores que sempre regularam as famílias? Porquê desta inversão de papéis ou ainda que justificações existem para a troca de papéis nas nossas famílias?