A primeira vez que ouvi a expressão garoto de programa, que até foi na vertente feminina para se referir as Damas da rua vulgo prostitutas, foi numa das múltiplas novelas brasileiras de que há algum tempo atrás era admiradora. Actualmente, a expressão invadiu o nosso espaço.
A invasão dos chats na TV, pela via do SMS, abriu espaço para a publicitação da prestação de variados serviços sendo que alguns especialmente direccionados para a mulher e engana-se quem pensa em cursos de culinária ou bordado pois há uma inovação: os garotos de programa.
Os garotos de programa, que florescem como mosquitos depois da chuva, ao contrário das Damas da rua, agem discretamente pois apenas anunciam, na telinha, que prestam esse tipo de serviços e deixam número para contacto, sem qualquer outro detalhe.
Aparentemente, este tipo de serviço tem tido sucesso se levarmos em conta que há muita mulher que procura a todo o custo alcançar o desconhecido, mágico e misterioso orgasmo que nem em casa, para as casadas, ou com o namorado, para as solteiras, o adquirem.
No caso de homens que apreciam outros homens, este é um meio para haver apenas contacto sexual sem que para tal haja necessidade de haver sentimentos a permeio ou de exposição à sociedade por serem figuras ou pessoas com cargos de chefia.
Como ouvir dizer não se escreve, coragem reunida e.. dedilhei um dos números anunciados. Do outro lado da linha, voz máscula e forte responde: _ Alô! O papo começa a rolar. Cumprimentos ultrapassados, e a palpitante curiosidade, de minha parte, em saber mais…
_ E aí, é verdade essa história de garoto de programa?
_ É sim! Não foi por isso que ligou?
_ Poderia ser gozo, não é?
_ Podia sim, mas não é! É assunto sério!
_ OK! E que tipo de serviços presta?
_ Todos relacionados com sexo.
_ Sério?
_ Sim.
_ Tudinho mesmo?
_ Tudo. Está interessada?
_ Humm… na verdade tenho mais curiosidade que vontade… Mas quem sabe?
_ Isso é normal e não é a primeira que acontece. Pode ser em sua casa ou se preferir num hotel. Sou discreto e muito carinhoso, você vai gostar.
_ Você atende homens também?
_ Eu não, mas o meu companheiro de quarto sim. Pretende algo com seu marido ou namorado?
_ Não, nada disso, apenas curiosidade. Me diga, porque você faz programas?
_ Bom sou estudante universitário, bolseiro… A bolsa não chega, a alimentação é uma seca… Fazendo isto posso alimentar-me bem, ter mola para as cópias, roupas e até mando algum para a família lá na província (…)
A invasão dos chats na TV, pela via do SMS, abriu espaço para a publicitação da prestação de variados serviços sendo que alguns especialmente direccionados para a mulher e engana-se quem pensa em cursos de culinária ou bordado pois há uma inovação: os garotos de programa.
Os garotos de programa, que florescem como mosquitos depois da chuva, ao contrário das Damas da rua, agem discretamente pois apenas anunciam, na telinha, que prestam esse tipo de serviços e deixam número para contacto, sem qualquer outro detalhe.
Aparentemente, este tipo de serviço tem tido sucesso se levarmos em conta que há muita mulher que procura a todo o custo alcançar o desconhecido, mágico e misterioso orgasmo que nem em casa, para as casadas, ou com o namorado, para as solteiras, o adquirem.
No caso de homens que apreciam outros homens, este é um meio para haver apenas contacto sexual sem que para tal haja necessidade de haver sentimentos a permeio ou de exposição à sociedade por serem figuras ou pessoas com cargos de chefia.
Como ouvir dizer não se escreve, coragem reunida e.. dedilhei um dos números anunciados. Do outro lado da linha, voz máscula e forte responde: _ Alô! O papo começa a rolar. Cumprimentos ultrapassados, e a palpitante curiosidade, de minha parte, em saber mais…
_ E aí, é verdade essa história de garoto de programa?
_ É sim! Não foi por isso que ligou?
_ Poderia ser gozo, não é?
_ Podia sim, mas não é! É assunto sério!
_ OK! E que tipo de serviços presta?
_ Todos relacionados com sexo.
_ Sério?
_ Sim.
_ Tudinho mesmo?
_ Tudo. Está interessada?
_ Humm… na verdade tenho mais curiosidade que vontade… Mas quem sabe?
_ Isso é normal e não é a primeira que acontece. Pode ser em sua casa ou se preferir num hotel. Sou discreto e muito carinhoso, você vai gostar.
_ Você atende homens também?
_ Eu não, mas o meu companheiro de quarto sim. Pretende algo com seu marido ou namorado?
_ Não, nada disso, apenas curiosidade. Me diga, porque você faz programas?
_ Bom sou estudante universitário, bolseiro… A bolsa não chega, a alimentação é uma seca… Fazendo isto posso alimentar-me bem, ter mola para as cópias, roupas e até mando algum para a família lá na província (…)